inverno

Novo conto para a escrevedeira.

Em processo.

 

Bom dia! Que seção você vai?

Não sei, venho tratar de umas licenças que tem que enquadrar, cê tá entendendo?Enquadrar lá na banca, pós moços da prefeitura saber que tenho autorização de venda de minhas mercadorias.

Que é que você vende?

Pandreivi, cêdê, capinha pa celular, capinha pó tablet, tem também pulseirinha muito chique, anel, brinco vistoso, carteirinha de pele com pedraria…

Ansiosa a atendente clicou no botão com suas unhas. Neide viu como estavam bonitas, longas com desenhos e brilhantes.

Tem também tatuagem de unha, como essa aí, ocê tá entendendo?Onde comprou essa daí? Tá bonita demais.

A moça engoliu a pressa e mostrou a unha, era raro encontrar uma apreciadora dessa arte.

Cê sabia que tem japonês até que é artista de unha?Só de unha, ocê tá entendendo?

Não sabia, ficou encantada. Neide sorriu, aceitou o tiquete que as unhas adornadas lhe estendiam e subiu. Segundo andar, senha trinta e um. Foi de escada, não era mulher de atalhos, gostava de sentir a força das pernas, os pés em destaque, o calcanhar, o arco do pé, os dedos empurrando e soltando a sandália como uma garra. O sorriso dançava ao ritmo da ancas. A sala estava repleta, sentou-se.

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