Madrid

Atendia desde sempre ali. Duas salas divididas por três degraus de escada, colocados só para atrapalhar os pedidos, fazia questão de dizer a quem entrava pela porta.

Que querem?

E os clientes ainda escolhendo a mesa. Ia-se refonfunhando em voz baixa, visivelmente chateado com tais indecisões. Voltava. Chamem-me quando se decidirem!  Ia-se sem deixar cardápio, nem sugestão nem sorriso.

Chamado a medo, revirava os olhos e vinha arrastando os pés. Croquetes, batata brava, cervejinha. Olhava em volta, revirando os óculos. Debruçava-se acotovelando a mesa. Olhem amigos, peçam os calamares e a cerveja a copo, fica mais económico e é mais gostoso.

Levantava-se com cara de enfado e ia-se, sem levar a perplexidade e o agradecimento.

(ex. escrevedeira. Alguém que parece uma coisa e faz outra)

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