Uma criança escuta uma metáfora e interpreta uma coisa diferente- exercício de hoje na escrevedeira. Inspirado no Tomás e a sua leitura do conto Pedro e a Lua, de Odilon Moraes

O Pedro tinha uma tartaruga de estimação. Tropeçou nela e ela ficou arrependida, pediu desculpa, ficou amiga. Foi amiga a pedra. Foi amigo o Pedro. Aceitou as desculpas. Depois a pedra mexeu-se e era um bicho, que tem costas de pedra e anda devagar. Uma pedra rara, chamada tartaruga. Depois o Pedro tropeçou na tartaruga, que era amiga, que pedia desculpas, mas estava sempre no meio do caminho. A culpa era dele. Ele não tinha cabeça. Ele guardou muito ar dentro e depois plof e a cabeça voou, ficou no céu e o pai do Pedro não tinha força para o fazer voar e pegar a cabeça que estava no céu e que o Pedro não via, por isso tropeçava na pedra, que andava e era amiga, e pedia desculpa. Não sei onde estava a mãe do Pedro. A mãe do Pedro foi buscar uma fita, sem elástico, para pescar a cabeça do Pedro, mas ela não quer, porque ela gosta da lua e a lua não gosta do sol, porque só vem quando ele não está. A minha cabeça estragou-se, não descola, humpf, humpf, a minha mãe diz que é assim mesmo, o Pedro é que tem uma cabeça especial, espacial, por isso ele não tem um cão como o Bitoque, em casa, mas essa pedra que é amiga, que ele tropeça, e pede desculpa.

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