Exercício de hoje na Escrevedeira, contar algo concreto, sem marcador espacial, nem temporal

A permanente ficou perfeita. O ondulado quase frisado e a franja esticadinha, direita. A minha mãe deixou! Ficaste linda, linda. Mexia um pauzinho de madeira num caldeirão. Uma sopa espessa. O rosa da cera era da cor das minhas calças elásticas. Vamos lá, então? Va…vai doer? A primeira vez dói mais, a gente habitua-se, o pêlo fica mais fraco. Puxou o pau e enrolou-o. Os fios da cera deixaram de cair. Encostou-o na ponta do meu lábio. A franja estava direitinha mas caiu um cabelo encaracolado nos meus olhos. Comecei a chorar. A cera estava em cima do meu lábio. Arrependi-me. Ninguém ia olhar para o meu bigode com tantos caracóis na cabeça. Estás pronta? Assenti. As lágrimas caíam rápidas. Ela puxou, de uma ponta à outra. Gritei. Como nos filmes, quando partem uma unha.

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